Capacitismo na Comunidade LGBT+

Muito se fala sobre inclusão no meio LGBT. Contudo, quando falamos em capacitismo, a inclusão é automaticamente colocada de lado. A acessibilidade é direito das Pessoas com Deficiência e não tem que ser negociado, entretanto, muitas vezes esse direito lhes é negado. 

Muitas pessoas na comunidade LGBT entendem a importância de se apontar lgbtfobia nas falas e ações de outrem, mas menosprezam quando se aponta capacitismo. É importante que lutemos pela inclusão de todes, dado que PcD’s lgbts existem e não são menos importante que o restante da comunidade. Precisamos prezar por uma comunidade inclusiva para todes, e não só para algumes, e isso significa contemplar as intersecções.

Um exemplo de pensamento comum e capacitista que nos nega a identidade como LGBTQ+ é a infantilização de PcD’s, que leva à ideia equivocada de que não podemos nos relacionar ou até compreender nossa sexualidade, romanticidade e gênero.

Precisamos lembrar que o capacitismo vem de diversas maneiras, desde a violência física ou verbal até coisas corriqueiras que excluem. como a falta de descrição de imagens; a falta indicadores de tom; a falta de legendas;  a fetichização de corpos PcD’s; sons altos nas paradas e sua realização em locais inacessíveis para quem tem dificuldade de locomoção. Quantos eventos LGBTQ+, presenciais ou virtuais, você viu ter acessibilidade? 

E para fortalecer o combate ao capacitismo, é preciso dar espaço para nós, PcD’s lgbts, falarmos de nossas vivências e apontarmos o que precisa mudar dentro da comunidade. Precisamos também que cada PsD da comunidade faça sua parte e procure saber se suas práticas têm sido inclusivas, sem desculpas ou justificativas, mas com a mudança que começa por cada ume. Precisamos que as lutas se fortaleçam, não se excluam.

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