Comunidade LGBTQIA+ na América Central e no México

A América Central, assim como o México e os demais países latinos, possui um histórico de lutas bastante significativo para a comunidade LGBTQIA+. Estas histórias acerca da comunidade estão intrinsecamente relacionadas às culturas de cada país e sua sociedade. Além da importância sociocultural, nossa relação com gênero e sexualidade sempre foi uma questão importante para as civilizações humanas, durante toda a história da humanidade.

No México, por exemplo, há diversas histórias sobre os povos pré-colombianos. Esses relatos foram escritos pelos espanhóis no período da colonização, logo, é difícil afirmar se são completamente verdadeiros ou se fizeram parte da estratégia de justificar a colonização.

A partir do século XX, a luta da comunidade LGBTQIA+ mexicana começou a se intensificar, com surgimento de marchas no final da década de 70. Nos anos 80, o movimento perdeu forças devido à epidemia de AIDS, que ainda não possuía um tratamento adequado. No entanto, a organização volta nos anos 90 com o nome de Marcha do Orgulho Gay, chegando à Praça da Constituição, popularmente conhecida como Zócalo.

Os países na América Central, em sua maioria, não possuem punição para relações homossexuais, em contraponto, esses países também não dispõem de leis contra discriminação de pessoas LGBTQIA+.

Em Cuba, no início dos anos 60, logo após a revolução, a sociedade era reflexo de sua herança cultural, que devido a colonização espanhola, tinha como parte de seus valores o que os colonizadores impuseram durante os anos de colonização. 

Dentre as civilizações colombianas, os maias possuíam uma certa tolerância à homossexualidade, alguns rituais que integravam relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. A sociedade maia tratava os aspectos da sexualidade compreendendo-a em um sentido cultural, adaptando essas perspectivas em seus rituais religiosos.

No nordeste do Panamá, há o povo Guna que reconhece um terceiro gênero. As pessoas que se identificam com esse terceiro gênero são chamadas de omeggid (“como uma mulher”, em tradução literal). O termo omeggid geralmente se refere às pessoas AMAB que se identificam com o gênero feminino de alguma forma. Algumas fontes citam que pode se tratar de um terceiro gênero, mas enfatizam que são indivíduos masculinos que se identificam com o gênero feminino em algum grau.


Fontes

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