The White Role in the Anti-Racist Fight

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O racismo age sobre minorias racializadas, mas a pauta antirracista não se limita a estes grupos. Ao contrário do pensamento comum, essa luta engloba a ação de todes, independente da raça ou etnia com a qual o indivíduo se identifica.

Nesse espa√ßo, a branquitude ‚ÄĒ respons√°vel pela origem e perpetua√ß√£o de tal viol√™ncia ‚ÄĒ tem a obriga√ß√£o de utilizar seus privil√©gios como meio de potencializar vozes minorit√°rias, al√©m de apontar o racismo de espa√ßos exclusivos para pessoas brancas. 

Reconheça seu racismo

A luta contra o sistema racista √© um processo, e o seu primeiro papel como uma pessoa branca √© entender que voc√™ √© racista. Existe toda uma estrutura social que ampara seus privil√©gios e sua exist√™ncia, ambos baseados na sua branquitude. Assim, ao inv√©s de se perguntar ‚ÄúEu sou racista?‚ÄĚ e aguardar uma resposta confort√°vel, se pergunte ‚ÄúComo eu fa√ßo para combater meu pr√≥prio racismo?‚ÄĚ. 

Reconhecer seu pr√≥prio preconceito pode ser uma tarefa dif√≠cil, e √© necess√°rio analisar at√© mesmo as coisas que considera mais ‚Äúb√°sicas‚ÄĚ. De coment√°rios sobre cabelos crespos e tra√ßos largos a atravessar a rua ao cruzar com uma pessoa negra, o racismo ‚ÄĒ seja com pessoas negras, ind√≠genas, amarelas ou de quaisquer outras etnias ‚ÄĒ est√° enraizado em atitudes que muitas vezes parecem naturais, e a normatiza√ß√£o desse preconceito dificulta que a pessoa identifique e lute contra ele. 

Saiba ouvir

Compreender uma dor pela qual voc√™ n√£o passa pode ser dif√≠cil, mas n√£o √© imposs√≠vel. A an√°lise de suas pr√≥prias atitudes vem entrela√ßada √† import√Ęncia de entender o motivo daquilo ‚ÄĒ seja uma fala ou uma a√ß√£o ‚ÄĒ ser um problema. Uma conduta que para voc√™ parece banal pode ter um significado mais profundo para aqueles que passam pelo preconceito racial todos os dias, e as rea√ß√Ķes de pessoas racializadas ao racismo n√£o devem ser silenciadas ou julgadas.

“N√£o confunda a rea√ß√£o do oprimido com a viol√™ncia do opressor.”  ‚ÄĒ Malcolm X

A rea√ß√£o do oprimido sempre est√° condicionada pela opress√£o que o aflige, por isso, ela n√£o deve ser criticada ou comparada √†s rea√ß√Ķes do opressor. Ou√ßa as dores e frustra√ß√Ķes dessas pessoas, as ampare e compartilhe suas realidades. Diferente de pessoas racializadas, a sua voz √© ouvida. Use-a para dar vaz√£o √†s vozes historicamente silenciadas.

Al√©m disso, √© importante usar o recorte racial para enxergar as din√Ęmicas sociais √† sua volta. N√≥s n√£o somos todes iguais. Assuma e aborde tal assunto em outras pautas sociais, desde os feminismos at√© a comunidade LGBTQIA+. Se a sua luta n√£o √© antirracista, ela n√£o √© inclusiva.

“Numa sociedade racista n√£o basta n√£o ser racista. √Č necess√°rio ser antirracista.” ‚ÄĒ Angela Davis

Conclus√£o

Colocar o antirracismo em pr√°tica vai al√©m de analisar o exterior e compreender os contextos. A luta deve estar em sincronia com o estudo do assunto. Ou√ßa pessoas racializadas em seus ativismos, mas sempre se lembrando que ningu√©m tem o dever de ensinar, e pesquise para sanar suas d√ļvidas, utilizando livros e artigos para compreender cada vez mais o sistema racista instaurado nesta sociedade.

Por fim, n√£o espere que a sociedade v√° evoluir com a sua in√©rcia. Grite e abuse dos seus privil√©gios para evidenciar o racismo presente em todos os √Ęmbitos da nossa sociedade. Traga pessoas racializadas para ocuparem espa√ßos de privil√©gio e aponte para as origens de tais problemas. A luta antirracista √©, pelo seu pr√≥prio nome, uma luta. Seja voc√™ a parte ativa de tal mudan√ßa.


Referências: