Are Non-binary People Trans?

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O conceito de transgeneridade busca designar pessoas que não se identificam, seja de forma completa ou parcial, com o gênero que lhes foi imposto ao nascer. Assim, o espectro de gênero da não-binariedade, que abrange todas as identidades que fogem do padrão binário de homem e mulher, como por exemplo demigêneros, gênero-fluido, travesti etc, se encontra dentro desta definição.

Algumas separa√ß√Ķes entre as comunidades s√£o realizadas em determinados discursos, como por exemplo nas frases ‚Äúpessoas trans e/ou n√£o-bin√°rias‚ÄĚ ou ‚Äúpessoas trans e travestis‚ÄĚ, que n√£o tem como objetivo dizer que pessoas n√£o-bin√°rias n√£o s√£o trans, mas sim tentar dar alguma visibilidade para essas lutas, que s√£o constantemente v√≠timas de desinforma√ß√£o e outras agress√Ķes psicol√≥gicas e f√≠sicas.

Apesar disso, é comum se deparar com pessoas dentro da própria comunidade que se compreendem enquanto não-binárias, mas não reivindicam a bandeira trans. Diante dessa situação, a confusão acerca de quão inclusa a não-binariedade se encontra nesta comunidade é levantada, de forma a questionar se toda pessoa não-binária é trans.

As justificativas para tal separação são muitas. O principal motivo, no entanto, é a opressão contra este grupo, vinda muitas vezes por parte da própria comunidade, em especial do transmedicalismo. Grupos binaristas e/ou excludentes pregam a ideia de que gêneros para além da dicotomia homem-mulher mancham a imagem da comunidade queer, usualmente buscando aprovação da sociedade. Tal discurso de ódio acaba, então, sendo o ponto de origem dos demais argumentos.

√Č poss√≠vel observar, por exemplo, que algumas pessoas n√£o-bin√°rias possuem alinhamento ao g√™nero que lhes foi designado ao nascer, fato que n√£o desvalida sua exist√™ncia enquanto trans, mas que deixa algumas pessoas desconfort√°veis em ‚Äúroubar uma causa‚ÄĚ ‚ÄĒ uma narrativa sem sentido, visto que ningu√©m √© mais ou menos trans.

Assim, √© de grande import√Ęncia ter o entendimento de que cada pessoa trans √© √ļnica e pode ver sua pr√≥pria identidade de um jeito diferente. A n√£o-binariedade, como um todo, est√° inclusa dentro da comunidade transg√™nero, mas for√ßar este r√≥tulo a algu√©m que n√£o se sente conectado a ele n√£o √© o ideal. √Č preciso trabalhar para unificar estas lutas, de modo a trazer uni√£o para que a comunidade enfrente os desafios causados diariamente pela sociedade cisnormativa.


Referências: