Não-binariedade em pessoas AMAB

Muitas discussões são abordadas dentro da comunidade não-binária, e uma delas envolve a compreensão de termos como AMAB e AFAB. AMAB significa assigned male at birth (designade homem ao nascer, em tradução literal) e AFAB é o termo para assigned female at birth (designade mulher ao nascer, em tradução literal).

É possível dizer que, dentro do espectro da não-binariedade, pessoas AMAB ou AFAB vão passar pelo processo de transição de formas diferentes. Nesse caso, pessoas AMAB costumam ser perseguidas numa frequência também diferente de pessoas AFAB, tendo em vista aspectos da sociedade patriarcal e cisnormativa, de forma que a masculinidade empregada seja uma masculinidade hétero cisnormativa.

Pessoas não-binárias AMAB geralmente são mais questionadas a respeito da sua expressão e identidade de gênero, assim, quando elus não sentem a necessidade de passar por terapia hormonal e/ou cirurgias, são constrangides e têm sua identidade de gênero invalidada.

Essa invalidação de gênero pode ser relacionada ao transmedicalismo, assim vindo da própria comunidade trans. Isso significa que, para essas pessoas ditas transmedicalistas, só é possível ser trans ao sentir disforia de gênero ou passar por uma transição médica (cirurgia de redesignação sexual e/ou terapia hormonal). Algumes transmeds chamam de transtrenders (em tradução literal, trans modinha) as pessoas que elus não consideram verdadeiramente transgênero.

Ser uma pessoa não-binária AMAB é experimentar esses tipos de preconceitos que tem origem até na comunidade em que pertencem. O ideal seria que toda a comunidade LGBTQIA+ parasse de contribuir com o sistema de opressão que estamos todes lutando contra.


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