Não-monogamia

Existe uma variedade de relacionamentos em nossa sociedade, mas um deles é certamente mais destacado. Seja na mídia ou em nosso dia a dia, o relacionamento romântico é sempre o tópico mais comum ao entrar em uma conversa sobre namoro, casamento ou qualquer outra experiência afetiva/sexual entre duas pessoas. Ou mais.

Na maioria das vezes, nossas referências de uma relação deste grau estão em nossos familiares, em programas de televisão, séries e filmes. E algo que estas referências têm em comum são o fato de reproduzirem o modelo de relacionamento monogâmico, onde há o interesse em somente ume parceire por toda a vida ou por algum tempo. Entretanto, também há uma — ou várias — formas de se relacionar sexual e afetivamente com outras pessoas: a não-monogamia.

Mas, afinal, o que são relações não-monogâmicas?

Enquanto em relações monogâmicas há apenas dois indivíduos envolvidos, a não-monogamia é um termo guarda-chuva que inclui diferentes possibilidades de relacionamentos sexuais e/ou afetivos, sem a necessidade de exclusividade entre ês parceires.

Servindo como uma palavra-chave para englobar diferentes maneiras de se relacionar, na não-monogamia também há termos específicos como: poliamor, relacionamento aberto, trisal (ou quadrisal), entre outros.

Contudo, é importante entender que todas as partes envolvidas devem estar de acordo com todas as medidas estabelecidas entre elas. Seja abrindo a relação em apenas uma das partes ou para as duas; escolhendo manter o relacionamento entre mais de duas pessoas, etc.

Aproveitando a Semana de Visibilidade Arromântica, é importante ressaltar também que a não-monogamia também desconstrói a norma de relacionamento romântico como principal modelo. Em suma, ela valoriza a liberdade entre ês parceires, ao passo em que respeita os acordos entre ês envolvides; ela permite que explorem, sem o dever de compromissos mais sólidos/”proprietários” como o casamento, mas obedece aos combinados feitos dentro da relação.

Também vale dizer que não-monogâmiques não são infiéis, pois todos os indivíduos conhecem e respeitam as demais experiências de sues parceires; ou também que a não-monogamia não deve ser confundida com a poligamia, que tem caráter sociocultural e religioso em diferentes civilizações.

“As relações poliamorosas podem se estender a várias pessoas e momentos distintos, com gêneros e pontos de vista diversos. A única regra é que todos saibam honestamente o que acontece e cumprir acordos.
Pode ou não haver sexo entre as pessoas envolvidas, podem se amar de diferentes formas ou ter relações casuais. Sexo em grupo? Se todos os envolvidos quiserem, porque não deve ser à força. Também há poliamor sem sexo, assim como há sexo sem amor. Tudo está nos acordos que cada casal, triângulo, trisal, grupo e indivíduo estabeleça.”

– Poliamor Xalapa


Referências:

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