Comunidade LGBTQIA+ na Ásia Central

A comunidade LGBTQ+ costuma viver uma vida diferente das pessoas não-LGBTQ+, isso não só pelo fato delus serem LGBTQ+, mas porque muitos países possuem políticas problemáticas a respeito da nossa comunidade. Por exemplo, na China, casais homossexuais não podem se casar ou adotar filhes. Além disso, não há leis que proíbam discriminação contra pessoas LGBTQ+.

Historicamente, a homossexualidade na China é documentada desde 1600 A.C., durante a Dinastia Shang. No entanto, só a partir da Dinastia Han (202 A.C – 220 D.C), a homossexualidade foi preservada em registros históricos. O imperador Ai da Dinastia Han é um dos imperadores chineses conhecido por ter relações sexuais com homens, tendo sua história descrita no livro Passions of the Cut Sleeve, de Bret Hinsch, professor universitário de Taiwan.

Outro registro mais atual em dinastias chinesas data entre 1368 e 1644, durante a Dinastia Ming, onde o imperador Zhengde possuía relacionamentos tanto  com homens quanto com mulheres. Foi também durante esta época que se tem registros de relacionamentos entre lésbicas, sendo documentadas como relações sáficas. 

É possível dizer que, historicamente, não é possível afirmar que houve perseguição contra a comunidade LGBTQ+ na China até pouco depois do fim da Idade Média, diferente da discriminação, de origem religiosa, que ês homossexuais sofreram na Europa Cristã durante a Idade Média. A China Antiga, durante muito tempo, tratou com normalidade a comunidade homossexual, com registros literários fazendo referência a tal questão. 

Nos tempos atuais, a comunidade LGBTQ+ pode notar um avanço ao olhar para toda a história chinesa de aceitação de pessoas homossexuais, e hoje em dia, é possível perceber um desenvolvimento demorado, mas ainda assim é um progresso.

Em 2001, a Sociedade Psiquiátrica Chinesa removeu a homossexualidade de sua lista de transtornos mentais, substituindo o decreto de 1989. 

Em 2021, é construída na China a primeira clínica para crianças e adolescentes transgêneros, pertencente ao Hospital Infantil da Universidade Fudan em Xangai, um avanço considerável para a comunidade LGBTQ+.

Já em Taiwan, os avanços podem ser observados mais recentemente, o país começou a ter popularidade em movimentos organizados pela comunidade LGBTQ+ a partir de 1990, onde ocorre a maior Parada do Orgulho de todo continente asiático, sendo realizada em Taipei — capital de Taiwan —, anualmente. Em 2019, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi finalmente reconhecido pelo governo. 

Tendo em vista que o país ainda pertence, legalmente, à República Popular da China, e possui uma história bastante conflituosa; não se tem informações sobre a história de Taiwan a respeito de registros homossexuais, por exemplo.


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