Gênero Fluido

O termo gênero-fluído está em uso desde os anos 90, mas, na época, era considerada uma identidade andrógina, “a capacidade de transcender o gênero, seja biológico, emocional, político ou não; verdadeiramente misturando macho e fêmea”. Hoje, o termo se refere a uma identidade não-fixa, que pode mudar de tempos em tempos.

Esta identidade está dentro de alguns guarda-chuvas: multi-gênero, não-binárie e transgênero, e, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a mudança não transita apenas entre os gêneros binários, mas sim entre todo o espectro; sendo assim, um pessoa gênero-fluído pode se identificar, num momento, como agênero, e em outro como pangênero, ou qualquer outra ― ou nenhuma ― identidade.

A primeira e mais utilizada bandeira de gênero fluido foi criada em agosto de 2012 no tumblr, por Lostinthoughtspaceandfantasies.

A bandeira consiste de 5 faixas horizontais sendo, de cima para baixo, rosa, branco, roxo, preto e azul.
Bandeira Gênero Fluido

As cores rosa, branco, roxo, preto e azul significam, respectivamente, feminilidade e gêneros femininos; todos os gêneros; androginia e a combinação de feminino e masculino; a falta de gênero e masculinidade e gêneros masculinos.

Há muitos mitos e pré-conceitos acerca desta identidade, como a crença de que pessoas gênero-fluído são confusas, que usam qualquer pronome ou que só fluem entre os binários. O primeiro mito é totalmente errado, pessoas de gênero-fluído não são confusas; mas a utilização de pronomes e fluidez mudam de pessoa para pessoa, podendo refletir na expressão de gênero ou não. Por isso, o termo pode servir de guarda-chuva para outros termos, como genderflux, xenofluid, entre outros.

Na mídia, encontramos algumas personalidades gênero-fluído, como Ruby Rose e Courtney Act, além de personagens na ficção, como Alex Fierro em Magnus Chase (Rick Riordan), e Loki em todas as franquias da Marvel (Stan Lee).

Ser gênero-fluído, ao contrário do que muites acreditam, não implica em ser andrógine, e pessoas com esta identidade podem ou não sentir disforia, assim, não existe uma regra, cada indivíduo é único, assim como cada experiência.


Referências:

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