Spacey Indica – Larissa Cristal

Larissa Cristal é bissexual e escritora de histórias repletas de representatividade e de aventuras.

Ilustração de duas pessoas, uma de costas para a outra. Ambas são negras, a da esquerda possui o cabelo curto e crespo, marrom, e empunha uma enorme espada com ambas as mãos enquanto faz cara de brava, enquanto a da esquerda usa tranças longas e levanta os punhos, igualmente com cara de poucos amigos.

“[…] sinto falta de narrativas queer que não girem apenas ao redor do amor. Quero mostrar que também podemos ser princesas guerreiras, bruxas e espiãs secretas. Quem e como amamos é apenas um bônus.”


– Larissa Cristal

Como você começou a escrever?

Eu faço isso desde que me entendo por gente. Sempre fui fã de bibliotecas, a menina que vivia com cadernos na mão, então a escrita sempre esteve presente em tudo o que faço.

O que mudou com o passar dos anos foi que transformei isso em um trabalho. E, como tal, ele precisava ser treinado, aperfeiçoado, divulgado… Mas nunca deixou de ser algo pessoal, que me traz um conforto enorme.

Você cursa Jornalismo. Sua escolha foi influenciada pela sua aproximação com a escrita ou tem algum outro motivo?

Com certeza. Só escolhi o Jornalismo porque estava profundamente ligado à escrita e pesquisa, duas coisas que amo. E, em retorno, a faculdade mudou minha forma de ver o mundo. Me aprofundei em pautas sociais, História e no mercado editorial em si. Os últimos anos tem sido fascinantes.

Seus contos sempre trazem representatividade LGBTQ+, mas normalmente não focam no romance. Se possível, conte-nos um pouco dessa escolha.

Isso acontece porque eu não sou nem um pouco romântica haha. Prefiro histórias de ação e fantasia, então foco em criar coisas dentro desses universos, mas com personagens diversos.

Ao mesmo tempo, sinto falta de narrativas queer que não girem apenas ao redor do amor. Quero mostrar que também podemos ser princesas guerreiras, bruxas e espiãs secretas. Quem e como amamos é apenas um bônus.

Você lançou recentemente Herdeiras da Floresta. Como foi o processo de criação dessa novela?

Foi uma bagunça! Levei mais de seis meses para escrever e a cada revisão ele passava por enormes mudanças. HdF me ensinou a confiar nas minhas ideias, mas também foi um tapa na cara em relação à organização.

Ainda assim, me orgulho demais do resultado final. HdF traz o que mais amo na fantasia, mas reimaginado com uma roupagem diferente. Às vezes abro em uma página qualquer e penso “Fui eu quem escreveu isso?”

Diga algo para instigar as pessoas a acessarem o seu trabalho.

Minha escrita tem duas fases. Na primeira, você encontra contos curtos e fofinhos, para aquecer o coração. Na segunda, tenho uma noveleta medieval e de alta fantasia, que é Herdeiras da Floresta, e um conto de muita ação e espionagem chamado Sem Horário.

Todas essas histórias tem protagonismo feminino, não branco e LGBTQIA+. Não importa o que você queira ler naquele dia, vai se divertir bastante — e se sentir bem representado.


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